Performance

12/02/2016

A gente não cansa de dizer que treinar em boa companhia é muito melhor. Marina Vasconcellos, psicóloga com especialização em terapia Familiar e de Casal pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), confirma a teoria: “Treinar junto une o casal”. Segundo ela, “ambos acabam desenvolvendo uma rotina em que um estimula o outro, facilitando o estímulo necessário para levar adiante os exercícios com seriedade”. Além disso, ela ressalta, se o treino for pela manhã, “ambos terão que dormir cedo para descansar o suficiente para o dia seguinte, obrigando-os a seguir uma rotina de horários em conjunto e evitando, dessa forma, conflitos ligados a esse tema”.

Qual modalidades escolher?

Deve-se escolher aquilo de que ambos gostem, para que não façam desse momento gostoso algo “torturante” nem que se sintam “obrigados” a praticar. O esporte deve trazer prazer, descontração, disposição, além de despertar em ambos a vontade de praticá-lo.

Quais as dicas para quem quer treinar com o parceiro?

Cada um tem suas habilidades individuais e nem sempre é possível encontrar um esporte em que ambos se realizem. Caso não dê, é importante que cada um consiga realizar o seu para que se sintam bem consigo e realizem uma atividade física regularmente, o que é muito importante para o bem-estar geral das pessoas. O ritmo de cada um deve ser respeitado. Não adianta querer competir com o parceiro por performances inatingíveis e ficar sempre frustrado, ou mesmo desenvolver sentimentos de inferioridade ou irritabilidade por não ter o mesmo desempenho dele. Um casal não deve competir: afinal, são parceiros, e um quer o melhor do outro e para o outro. Não utilize esse momento juntos para discutir a relação nem falar sobre problemas. Esse deve ser um tempo em que se permitem vivenciar coisas boas, fazendo a ligação entre a sensação boa de cuidar da saúde com a parceria e estímulo do amado. Essa informação se fixa no cérebro e garante que a memória do exercício seja de algo prazeroso. Fique atento para não confundir o prazer de estar junto e o estímulo mútuo aos exercícios com “controle” e “posse” do outro. Alguns relacionamentos doentios camuflam esse controle (necessidade de estar sempre junto para controlar o que o outro está fazendo, com quem está falando etc) com a roupagem da pessoa “preocupada” e “supercompanheira”. Isso pode ser um “ciúme excessivo”, o que se caracteriza como doença e deve ser tratado como tal.

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