Nutrição

14/11/2017

*Por Braian Cordeiro, nutricionista convidado pela Optimum Nutrition

O uso da creatina em atletas ganhou grande destaque desde os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, depois do excelente desempenho dos atletas. Mas a verdade é que os cientistas estão estudando esse suplemento há mais de 30 anos e os resultados mostram que ela vai muito além dos benefícios ligados a ganho de massa muscular, potência e força. A creatina também ajuda no tratamento de doenças degenerativas.

De acordo com estudos, cerca de 95% dos estoques de creatina ficam no músculo e os 5% restantes dividem-se em fígado, rim e cérebro. Mas o principal mecanismo da creatina está na manutenção das reservas de ATP intracelular, que é a nossa “moeda de energia” durante o exercício de alta intensidade. Essa molécula é necessária, por exemplo, para a contração muscular. Ela também tem papel antioxidante, neutralizando radicais livres.

Assim, é possível relacionar o uso da creatina na melhora de pacientes com doenças neurodegenerativas. Ou seja, no processo de envelhecimento, a creatina tem sido proposta como uma das soluções para melhora de condições fisiológicas relacionadas a doenças cardiológicas, como a aterosclerose, além de melhorar e prevenir doenças relacionadas à perda de massa muscular e perda de funções simples como caminhar, levantar e subir escadas.

Além disso, novas pesquisas provam que a creatina atua em mecanismos de doenças neurológicas, como o Parkinson e o Huntington, esclerose lateral amiotrófica e até mesmo o Alzheimer. Assim, podemos concluir que a creatina vai muito além da hipertrofia e pode auxiliar na qualidade de vida de pacientes idosos, cardiopatas ou com doenças neurodegenerativas. 

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