Hipertrofia muscular: princípios básicos para um bom treinamento

Performance

05/12/2017

*Por Leonardo Matta, profissional de Educação Física

Quando buscamos entender o processo biológico que leva ao aumento do tamanho dos nossos músculos, entendemos que por consequência do dano ao tecido muscular causado pela sobrecarga e o volume de treinamento, o tecido busca sua regeneração por causa dos microtraumas gerados pelo treinamento. Então, pensando em treinamento, alguns pontos são relevantes para que seu corpo aproveite da melhor maneira os treinos.

1° ponto: Dizer que faz o treino do fulano A ou B porque quer ficar igual a ele é um grande erro, por causa da famosa individualidade biológica. O treinador deve considerar as necessidades e carências individuais do indivíduo, levando em consideração seus atributos fisiológicos, psicológicos, sociais e a exigência do esporte escolhido. Não havendo qualquer possibilidade de séries iguais pelo fato do outro atleta ser bem-sucedido, pois seu sucesso foi construído em cima de seus objetivos e características individuais (FEIGENBAUM, 2000 - HAFF et. al, 2003).

2° ponto: Criou-se a tola ideia de que o nosso organismo responde de forma linear a tudo que é dado, ou seja, quanto mais, melhor? Entenda que estresse demais pode ser um potencial fator para as lesões musculoesqueléticas.

3º ponto: Como escolher a quantidade e intensidade do treino? Trabalhar com mais cargas ou mais repetições? Quando falamos de quantidade estamos nos referindo ao volume. Ele é um componente primário do treinamento incorporando a duração dos estímulos, do treinamento ou atividade executada (BOMPA, 2012). Já quando nos referimos à intensidade, pensamos no componente qualitativo do atleta, no que se refere à ativação neuromuscular ativada pela carga externa, velocidade do movimento, quantidade de fadiga envolvida e o tipo de exercício (HAFF, 2001).

A manipulação do volume e da intensidade é fundamental para a evolução física do atleta. Estudos sugerem que saber manipular essas variáveis dentro de um caráter de periodização ondulatório favorece a constantes adaptações no sistema orgânico e minimiza os riscos de overtraining e lesões, alavancando os resultados de forma satisfatória (STONE, M.H., 2003).

Pensem nisso e busquem profissionais. Não acredite que você é capaz de quantificar esses princípios sem um mínimo de conhecimento técnico-científico. Espero que tenham gostado!

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