Performance

31/01/2018

Foi aos 15, no fundo de uma piscina, que Celia Marques, de 36 anos, sofreu um afogamento grave que a fez desmaiar e desenvolver um trauma daqueles. Nunca mais piscina, nunca mais mar. Amigos fizeram de tudo. Seguravam sua mão na beirinha, tentaram conquistá-la pelos esportes – uma de suas maiores paixões, mas nada parecia dar jeito na lembrança ruim.

Pelo menos foi assim até uma viagem ao Rio de Janeiro, onde tomou um caldo na frente de todo mundo e decidiu que nunca mais ia passar por isso. Leonina determinada e maratonista, Celinha enfim colocou o tópico “aprender a nadar” na sua lista de resoluções para 2016. “Eu já treinava na Bodytech Eldorado, em São Paulo. As primeiras aulas foram aterrorizantes, sofridas mesmo. Até eu me acostumar, fiquei muitas vezes gripada. Eu chorava de pânico e me perguntava: como uma mulher que treina, que gosta de se desafiar, não consegue entrar numa piscina? Precisei trabalhar a humildade e a resiliência. Tinha pesadelos com raias de luzes apagadas. O professor Marcelo Rodrigues conseguiu me amparar e me fez superar o medo. Não foi de um dia para o outro. Todos os outros alunos acompanharam meu sofrimento, mas também minha evolução!”

Foi bem aos poucos, igualzinha a uma criança que redescobre o meio líquido, que a publicitária mergulhou em um mundo completamente novo, de sensações, experiências e pessoas desconhecidas. “Encontrei gente que nunca tinha visto dentro da academia. O parque aquático era mesmo um universo paralelo e estava preparado para me receber!”, conta Celinha.

Com apoio total de professores, outros alunos e da família, Celia foi impulsionada a ir para uma nova etapa e sair de novo da sua zona de conforto. “Eu já tinha perdido o medo, agora precisava aprender a nadar de verdade, como os outros.” Foi aí que a publicitária entrou para turma de condicionamento 1 e encontrou o professor Fabio Targas, que fez parte desse novo processo: aprender novos estilos, se preocupar com o tempo e alcançar maiores distâncias.

O esforço mental e físico deram bons frutos. Hoje, exatamente dois anos depois da sua primeira aula na Bodytech, Celinha já faz 1.800 metros, e quer chegar nos 2.000 até o fim do ano. Alguém aí dúvida dela?

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