Nutrição

11/05/2018

*Por Priscilla Martins, endocrinologista

Como está a saúde do seu intestino? Hoje vou falar sobre um assunto superatual que me interessa muito: saúde intestinal. Existem evidências de que os probióticos e prebióticos podem ajudar a manter uma boa saúde digestiva e intestinal. Podem também ajudar na prevenção de doenças e na saúde de outras áreas do organismo.

Mas o que são probióticos e prebióticos? Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, têm um efeito benéfico sobre a nossa saúde. Estes microrganismos exercem também a função de mecanismo imunológico na mucosa intestinal. Quando a flora intestinal fica desequilibrada, o sistema digestivo pode se tornar um terreno fértil para a multiplicação de microrganismos que geram problemas, os que não são bem-vindos.

E os prebióticos? São carboidratos que servem como substrato para os probióticos. Em geral, são componentes fibrosos que nosso intestino não digere, mas que servem como uma base estrutural para fornecer energia para esses microrganismos vivos.

Sua função é favorecer o desenvolvimento de bactérias benéficas na flora intestinal e impedir o crescimento de patógenos. E não é só isso: nos ajudam a absorver alguns minerais como o cálcio e o magnésio, reduzir os gases e combater a prisão de ventre.

Lembra do iogurte natural caseiro da vovó? Já ouviu falar sobre o kefir e kombucha? São probióticos naturais que você pode consumir. O kombucha é uma bebida probiótica feita a partir de chá fermentado por leveduras e bactérias que fazem bem à saúde. Para reforçar a ação dos probióticos, alimentos como a cebola, alho, tomate, banana, cereais integrais (cevada, aveia e trigo), entrecasca dos cítricos, maracujá e maçã. As cascas de frutas oleaginosas (linhaça, gergelim, amêndoas) e leguminosas, como a soja e o feijão azuki, são ótimas fontes de fibras prebióticas. Todos os benefícios à saúde associados ao consumo de probióticos naturais, em especial no funcionamento do intestino, variam de pessoa para pessoa. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Gestantes, mulheres que estão amamentando e crianças só devem consumi-lo sob orientação do médico ou nutricionista.

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